26 de jul de 2013

Mostra-nos Jesus, Papa Francisco!

Por Rachel Lemos Abdalla


Quanta alegria estamos sentindo neste tempo em que gesta em nosso coração uma grande esperança nos jovens para o futuro, assim como pediu o Papa Francisco na Homilia da missa em Aparecida, ontem, dia 24 de julho: “É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado...venho hoje bater à porta da casa da Mãe, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar atenção para três simples posturas: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.”

São poucos os jovens que veem para o encontro da Jornada Mundial da Juventude, e já são tantos! Fala-se em mais de 2 milhões deles reunidos em nome de Jesus Cristo, vindos de todas as partes do mundo, rezando em diversas línguas, mas proferindo uma só fé, uma só esperança na linguagem do Amor que Jesus ensinou. Ele que um dia disse: Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles (Mt 18,20). Que emoção! Ele está ali, é o jovem que está ao lado, ou atrás, ou à frente, vibrando e rezando dentre tantos outros jovens.

Alguns O conheceram desde muito pequenos, dentro de casa, com os pais e avós; outros souberam que Ele existia quando entraram para a catequese; e outros mais o encontraram na dor do abandono ou do isolamento, na tristeza e na dureza da própria vida, na dificuldade e na luta pela sobrevivência, pois Jesus se faz um de nós e nos chama, nos cura e nos acalenta, e principalmente nos ama incondicionalmente.

Esta certeza já reside no coração deste imenso mar de jovens que se encontram na encosta do mar de Copacabana para o encontro com o representante de Cristo, o Papa Francisco, o Pastor que vem para junto de suas ovelhas que precisam ser arrebanhadas com dedicação e muito zelo.

Ele vem, como o próprio Cristo humilde e simples, falar a linguagem do nosso povo pobre e sofredor, que precisa de esperança e de fraternidade. Os Documentos das referidas Conferências Episcopais Latino Americanas pós Concílio Vaticano II, de Puebla, de Medellín e, mais recentemente, de Aparecida, recordam que a ‘missão’ deve ser a razão de ser da Igreja da América Latina, que tem como ponto fundante a “Opção pelos pobres”, estar em função da ‘promoção da Pessoa e da Vida Humana’, e da ‘Evangelização da cultura’, dando um novo impulso missionário para envolver toda a Comunidade Cristã Católica, a fim de que cada cristão se descubra missionário para a divulgação da Boa Notícia do Reino de Deus, ‘renovando a suave e reconfortante alegria de evangelizar’ (EN 80).

“Ide e fazei discípulos entre todas as nações!” (cf. Mt 28, 19). Este é o lema da Jornada Mundial da Juventude que vem de encontro com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: "Fraternidade e Juventude" com o lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).Assim como Maria, mostra-nos Jesus, Papa Francisco, neste feliz tempo de mudança, em que é preciso sair de si mesmo em busca do outro que nos espera para conhecer o Cristo vivo e presente no meio de nós.

Fonte: ZENIT

19 de jul de 2013

“Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo”. Rom. 7:18-19

5 de jul de 2013

Lumen fidei - Encíclica do Papa Francisco

Lumen Fidei - A luz da fé, assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, no Vaticano. Dirigida aos bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e a todos os fiéis leigos, a Encíclica – explica o Papa Francisco - já estava “quase completada” por Bento XVI. Àquela “primeira versão” o atual Pontífice acrescentou “ulteriores contribuições”. A finalidade do documento é recuperar o caráter de luz que é específico da fé, capaz de iluminar toda a existência humana. Quem acredita nunca está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando esperança. E este é o coração da Lumen fidei. Numa época como a nossa, a moderna - escreve o Papa - em que o acreditar se opõe ao pesquisar e a fé é vista como um salto no vazio que impede a liberdade do homem, é importante ter fé e confiar, com humildade e coragem, ao amor misericordioso de Deus, que endireita as distorções da nossa história.

Testemunha fiável da fé é Jesus, através do qual Deus atual realmente na história. Como na vida de cada dia confiamos no arquiteto, o farmacêutico, o advogado, que conhecem as coisas melhor do que nós, assim também para a fé confiamos em Jesus, um especialista nas coisas de Deus. A fé sem a verdade não salva, diz em seguida o Papa – fica a ser apenas um bonito conto de fadas, sobretudo hoje em que se vive uma crise de verdade, porque se acredita apenas na tecnologia ou nas verdades do indivíduo, porque se teme o fanatismo e se prefere o relativismo. Pelo contrário, a fé não é intransigente, o crente não é arrogante: a verdade que vem do amor de Deus não se impõe pela violência, não esmaga o indivíduo e torna possível o diálogo entre fé e razão.

Se torna, portanto, essencial a evangelização: a luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos e se transmite de geração em geração, através das testemunhas da fé. Mas de uma maneira especial, a fé se transmite através dos Sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia, e através da confissão de fé do Credo e a Oração do Pai Nosso, que envolvem o crente nas verdades que confessa e o fazem ver com os olhos de Cristo. A fé é uma, sublinha o Papa, e a unidade da fé é a unidade da Igreja. Também é forte a ligação entre acreditar e construir o bem comum: a fé torna fortes os laços entre os homens e se coloca ao serviço da justiça, do direito e da paz. Essa não nos afasta do mundo, muito pelo contrário: se a tirarmos das nossas cidades, ficamos unidos apenas por medo ou por interesse. A fé, pelo contrário, ilumina a família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher; ilumina o mundo dos jovens que desejam “uma vida grande”, dá luz à natureza e nos ajuda a respeitá-la, para “encontrar modelos de desenvolvimento que não se baseiam apenas na utilidade ou lucro, mas que consideram a criação como um dom”. Mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus, escreve ainda o Pontífice: ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha. Finalmente, o Papa lança um apelo: “Não deixemos que nos roubem a esperança, não deixemos que ela seja frustrada com soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam o caminho para Deus”.


Clique aqui para acessar o texto completo da Encíclica “Lumen fidei”, no site do Vaticano.


Fonte: CNBB